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A Associação Brasileira
de Imprensa decidiu manifestar-se contra o que chama de “Civilização, sim;
barbárie, não”, e as medidas emergenciais, algumas delas "estranhas", que estão
sendo discutidas em Brasília e na mídia.
Em consonância com a decisão
adotada por seu Conselho Deliberativo na sessão extraordinária de posse dos seus
novos membros, no dia 15, a ABI manifestou hoje sua adesão à declaração sob o
título “Civilização, sim; barbárie, não”, firmada por eminentes
juristas de São Paulo e do Rio, os quais sustentam que a recente onda de
violência em dezenas de localidades do Estado de São Paulo tem de ser enfrentada
com “medidas compatíveis com o Estado de Direito consagrado em nossa
Constituição”.
A declaração, publicada na edição de hoje, 18, pela Folha de S. Paulo,
condena as “vozes tonitroantes” que pregam “a barbárie contra barbárie,
truculência contra truculência, poder de fogo contra poder de fogo!” e adverte
que “o que a cidadania não pode é deixar-se levar pela insolência e pela
agressividade dos que advogam a barbárie e abdicar dos princípios do direito”,
porque “o que pode derrotar a barbárie é mais civilização — não a truculência”.
Firmam a declaração, que a ABI passa a subscrever, os juristas Antônio Visconti,
Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, Goffredo Telles Júnior,
Hermann Assis Baeta, João Luiz Duboc Pinaud, José Osório de Azevedo Júnior,
Maria Eugênia Raposo da Silva Telles, Plínio de Arruda Sampaio e Weida Zancaner.
O teor da declaração é o seguinte:
“Não é fácil apelar para o bom senso quando os ânimos estão exaltados e,
sobretudo, quando a exaltação é plenamente justificável. Nenhuma pessoa de
sentimentos pode deixar de solidarizar-se com as famílias dos policiais e dos
civis inocentes assassinados nem condenar, da forma mais veemente, a truculência
dos bandidos que deflagraram a recente onda de violência em dezenas de cidades
do Estado de São Paulo.
Mas é justamente nessas horas que se torna imprescindível alertar a população
para o risco da exploração política do episódio. No rádio, na televisão, nos
jornais e nas revistas, vozes tonitroantes reclamam penas mais rigorosas, mais
armamento para os policiais, mais restrições aos presos, mais limites à
liberdade dos cidadãos. Senadores da República procuram associar o episódio com
o terrorismo e prometem votar uma legislação penal, processual e penitenciária
mais repressiva em apenas 15 dias! É barbárie contra barbárie, truculência
contra truculência, poder de fogo contra poder de fogo!
Por esse caminho, semeia-se, única e exclusivamente, o caos.
Quem está, de fato, interessado em enfrentar o gravíssimo problema da violência
precisa fazer uma análise objetiva do episódio e propor medidas compatíveis com
o Estado de Direito consagrado em nossa Constituição.
Estamos, antes de mais nada, diante de uma tragédia social.
Os atentados desta semana são a explosão de um processo cumulativo, cujo
combustível é a extrema desigualdade social do País. Enquanto esse problema não
for atacado seriamente pela sociedade brasileira, será impossível livrar o nosso
quotidiano da violência.
Embora não haja clima para discutir as medidas de longo prazo destinadas a
combater a desigualdade, enquanto bandidos queimam ônibus e metralham a esmo
prédios públicos e privados, torna-se indispensável denunciar que o discurso da
truculência estatal visa precisamente esconder essa questão de fundo, porque ela
afeta privilégios e interesses de gente muito poderosa.
Fiquemos, pois, por ora, apenas nas providências que podem coibir imediatamente
o surto de violência. A primeira delas é a reestruturação completa — de cima a
baixo — do aparelho repressivo do Estado, pois todos sabem que, sem a conivência
de uma rede de funcionários venais, com ramificações até nas altas cúpulas, o
crime organizado não tem condições de acumular a assustadora força que
demonstrou.
Junto com isto — e a contrário do que propõem os porta-vozes do atraso — é
indispensável estabelecer penas não prisionais para os crimes de menor
gravidade; impedir o contato entre presos de diferentes graus de periculosidade;
criar mecanismos eficazes para ouvir queixas das vítimas de violência de agentes
públicos; organizar um sistema de reabilitação de presos, fazer funcionar a
defensoria pública; constituir conselhos e outras formas de participação popular
no planejamento da segurança dos bairros.
Base não falta, portanto, para ações imediatas e eficazes dos Poderes da
República. O que a cidadania não pode é deixar-se levar pela insolência e pela
agressividade dos que advogam a barbárie e abdicar dos princípios do direito. O
que pode derrotar a barbárie é mais civilização — não a truculência.”
Assinam:
Antonio Visconti, 66, Procurador de Justiça do Estado de São Paulo;
Celso Antônio Bandeira de Mello, 69, professor titular de Direito Administrativo
da PUC-SP;
Fábio Konder Comparato, 69, professor titular da Faculdade de Direito da USP;
Goffredo Telles Júnior, 91, professor emérito da Faculdade de Direito da USP;
Hermann Assis Baeta, 73, Presidente nacional da OAB de 1985 a 1987;
João Luiz Duboc Pinaud, Conselheiro da OAB;
José Osorio de Azevedo Júnior, 72, professor de Direito Civil da PUC-SP;
Maria Eugênia Raposo da Silva Telles, advogada pela USP;
Plínio de Arruda Sampaio, 75, advogado, Deputado federal pelo PT-SP de 1985 a
1991;
Weida Zancaner, professora de Direito Administrativo da PUC-SP.
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Re: ABI adere à declaração de juristas contra a barbárie (Pontos: 1) por caju em Quarta, julho 26 @ 16:29:57 BRT (Informações do usuário | Enviar uma mensagem) | | Concordo com o do*****ento da ABI, da qual fui diretor na década de 90, mas alguma coisa deve ser feita para conter a criminalidade. Bandido não pode ser tratado a pão-de-ló e o trabalhador viver trancado dentro de casa ou andar aterrorizado nas ruas. Nos Estados Unidos, com 1 milhão de presos, os elementos perigosos são isolados da sociedade. Aqui, o sujeito comete barbaridades e *****pre três ou até 10 anos da pena. É brincadeira a Suzane Richothofen sair da cadeia daqui a três anos, enquanto um pé rapado que mandar matar alguém apodrece na cadeia. Justiça deve ser para todos, inclusive para colarinho branco. Moro na periferia e sou obrigado a fechar os olhos para várias coisas, para continuar sobrevivendo. Assim, muitos agem, para não correr o risco de ser expulsos de suas casas. Chega de retórica. Precisamos de prática. Reforma total no Código Penal e retirada de qualquer mordomia para criminoso. Entrou para esse mundo, arque com as consequências. Não pode é a sociedade continuar refém dos bandidos como ocorre atualmente. Deste jeito, logo vamos morar em presídios para escapar da morte. Em tempo: fui repórter policial três anos e sai bem a realidade da periferia, onde os direitos mais básicos dos cidadão o Estado não *****pre. |
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Q: How many Californians does it take to screw in a light bulb?
A: Five. One to screw in the light bulb and four to share the
experience. (Actually, Californians don't screw in
light bulbs, they screw in hot tubs.)
Q: How many Oregonians does it take to screw in a light bulb?
A: Three. One to screw in the light bulb and two to fend off all
those Californians trying to share the experience. |
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